
Brasileiros e italianos uniram sua criatividade, técnica e emoção para transformar restos de florestas e sobras de madeira de cidades do Norte e Nordeste brasileiro em puro design. E estão criando uma arte renovada, sintetizando um novo design contemporâneo, voltado para as contradições do século 21, na mostra "Brasil - Design do Século 21", exposição realizada em Milão, na Itália, de 21 a 24 de abril.
Móveis e peças de artesanato fabricadas com o que normalmente seria transformado em carvão, utilizado para cozinhar alimento nas comunidades carentes, transformam-se agora em objetos de arte.
O exemplo é a cadeira Kyoto, considerada um ícone desta revolução de conceitos, que cria beleza em meio à miséria e ao caos de localidades do Norte e Nordeste, nas franjas da Floresta Amazônica, onde a mata já foi destruída. Daí o nome Kyoto, em referência ao Protocolo que não evitou as agressões ao meio-ambiente.
Além de participar da mostra de móveis de design brasileiro em Milão, a cadeira Kioto e o documentário "Kyoto morreu, viva Kyoto" percorrerão amplo roteiro nacional e internacional como parte de debates sobre os rumos do design contemporâneo, a Amazônia e o desmatamento. Até o final de abril, o documentário e o protótipo da cadeira serão exibidos na favela de Scampia, em Nápoles; em junho, irão ao evento "Amazônia Brasil New York City 2008", em Nova Iorque e serão exibidos em favelas do Ceará, Maranhão e Rio de Janeiro. (ANSA)


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